Moção de apoio na Câmara Municipal de Curitiba repudia racismo no esporte

A Câmara Municipal de Curitiba aprovou uma moção de repúdio ao racismo no esporte. A proposta da vereadora Giorgia Prates teve votação simbólica e foi aceita por unanimidade. Essa moção ocorreu após novos episódios de racismo. Desta vez, contra o atleta Luighi, do Palmeiras, durante jogo da Libertadores Sub20, no Paraguai. Posteriormente, o presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), Alejandro Dominguez, comparou a saída de times brasileiros da competição como a separação entre Tarzan e Chita.

Segundo Giorgia, depois de algum tempo, ela conseguiu votar na Câmara de Vereadores sua proposta de apoio ao jogador Luighi do Palmeiras, que sofreu racismo durante partida pelo campeonato Conmebol Libertadores.

“Na ocasião, o jogador ainda precisou provocar a imprensa, que a princípio ignorou o crime ocorrido em campo e pretendia entrevistar o jogador apenas sobre o resultado da partida”.

Para a vereadora, “não dá mais pra combater o racismo só no discurso. É preciso que esse embate seja ação, ação contínua e coletiva”, comentou. No Paraná, em jogo entre Coritiba contra Athletico Paranaense, também houve um episódio de racismo que está sendo apurado pela polícia.

Vereadora Giorgia Prates quer medidas efetivas de combate ao racismo. – Foto: Jean Lucredi / CMC

Racismo no cenário sul-americano

Ao ser vítima de racismo no Paraguai, o jogador Luighi, do Palmeiras, desabafou. “Dói na alma. E é a mesma dor que todos os pretos sentiram ao longo da história, porque as coisas evoluem, mas nunca são 100% resolvidas. O episódio de hoje deixa cicatrizes e precisa ser encarado como é de fato: crime”.

Posteriormente, em evento do sorteio dos grupos da Libertadores, ao ser perguntado sobre a possibilidade de clubes brasileiros deixarem a Conmebol e ingressarem na Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf), como sugeriu a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, o mandatário Alejandro Dominguez disparou: “Impossível. É como separar Tarzan de Chita”. A declaração repercutiu mal porque Chita é um macaco.

CBF cobra punição

Na rodada inaugural do Brasileirão, a CBF reforçou campanha de combate ao racismo. No jogo inicial, atletas de Palmeiras e Botafogo ergueram os punhos em alusão à campanha.

Na segunda (31), após mais um episódio de racismo, agora no jogo entre Internacional e Sport, a CBF se manifestou. “O combate ao racismo é uma das prioridades da CBF, a primeira confederação a implementar punição desportiva em seu Regulamento Geral de Competições para casos de preconceito”, disse a entidade, que pediu também punição preventiva ao clube gaúcho, caso seja confirmada a agressão racista.

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